O novo blog, continuação do anterior.

Devido à grande quantidade de informação existente no nosso blog inicial, tivemos que criar este segundo. Fica encerrado o primeiro blog no que toca a novas mensagens, embora seja possivel continuar a fazer comentários, que procuraremos, sempre que possivel, transferrir para este novo blog. Esperamos continuar a contar com a simpatia e colaboração dos nossos companheiros, amigos e visitantes, com os seus comentários e escritos preciosos.

O endereço deste novo blog é:
http://bart1914parte2.blogspot.com/

Podem continuar a visitar o anterior blog que tem o endereço:
http://bart1914.blogspot.com/

o email de serviço passa a ser unicamente o seguinte:
bart1914@gmail.com

Os objectivos deste blog continuam a ser os mesmos do primeiro, ou seja, a amizade, a união, reencontro e camaradagem entre os companheiros que viveram 23 meses de guerra colonial, em Tite, na Guiné-Bissau.


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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

A PROPÓSITO DO TEXTO MÃE D. GEORGINA, LEMBRA E ESCREVE O CAVALEIRO

Infância



(Ary dos Santos)



Não minha mãe. Não era ali que estava.

Talvez noutra gaveta. Noutro quarto.

Talvez dentro de mim que me apertava.

contra as paredes do teu sexo-parto.

A porta que entretanto atravessava

Talhada no teu ventre de alabastro

Abria-se fechava dilatava.

Agora sei: dali nunca mais parto.

Não minha mãe. Também não era a sala

Nem nenhum dos retratos de família

Nem a brisa que a vida já não tem.

Talvez a tua voz que ainda me fala….

….. o meu berço enfeitado a buganvília….

Tenho tantas saudades, minha mãe!



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Amigo

Fiquei deslumbrado com a tua narrativa.

Parabéns.

Deixa-me partilhar o que te vai na alma, acrescentando umas palavras, para melhor realçar o lado “guerreiro” da tua, das nossas mães.



“Quanta força e energia buscavam ELAS, para superar a fragilidade dos seus corpos.

Quanto sufoco e trabalho duro, árduo e suado para nos darem estudo, educação e o pão de cada dia.

Quantas lágrimas derramaram longe do nosso olhar,

E nós,

ingénuos,

julgando que nossas MÃES não sabiam chorar.

Quanto orgulho temos nas nossas MÃES”.



Aproveitando a onda de saudade, recordo em anexo, um dos últimos sonetos escritos pelo Ary dos Santos e que Ele (que também tanta falta nos faz), intitulou “Infância”.





Espero que gostes.

Recebe um forte e apertado abraço,

Cavaleiro

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